Apesar da sua juventude, José Pedro Fontes não é uma das promessas, mas sim uma das maiores certezas do automobilismo nacional. Filho de um dos mais consagrados pilotos portugueses (Rufino Fontes), não deixa de ser curioso que não tenha iniciado a carreira pelo karting, mas antes pela Fórmula Ford e quando já tinha 16 anos… Confessa José Pedro Fontes, que foi a solução de recurso encontrada pelo pai, para que não iniciasse um projecto nas duas rodas, no enduro…
Em 1992 e 1993, José Pedro Fontes limitou-se a participações esporádicas no campeonato de Fórmula Ford, com o único objectivo de adquirir a necessária experiência.
A época de 1994 teve o condão de o consagrar como o “piloto revelação” no Nacional de Fórmula Ford, na sequência da conquista do título de Vice-Campeão. Começava a despontar para a ribalta do desporto automóvel nacional o nome de José Pedro Fontes…
A consagração absoluta surgiu na época de 1995, com o jovem a sagrar-se Campeão Nacional de Fórmula Ford, depois de uma temporada em que manifestou uma superioridade quase confrangedora sob os adversários, como o demonstram as seis subidas ao lugar mais alto do pódio!
O ano de 1996 foi encarado como um novo desafio, mas as vicissitudes inerentes ao projecto com que resolveu disputar o Campeonato Nacional de Velocidade, apenas lhe permitiram conquistar alguns triunfos na categoria.
O regresso, em 1997, à Fórmula Ford, não podia ser mais natural e – sobretudo! - Mais bem sucedido. Sete vitórias permitiram-lhe sagrar-se novamente Campeão Nacional, um feito que nenhum outro piloto tinha conseguido. Mas este ano também ficou marcado pela estreia nos ralis, com duas participações esporádicas…
As provas de estrada passavam-se a assumir como uma paixão para José Pedro Fontes e, em 1998, o piloto aceitava o desafio de participar no campeonato com um Seat Cupra, com o objectivo de desenvolver o modelo para uma eventual competição monomarca. Apesar do reduzido grau de preparação e de potência da viatura, referência para alguns resultados de relevo, como o sexto lugar no Rali Oliveira do Hospital e a proeza de chegar ao fim no ano de estreia no Rali de Portugal!
Sem garantias de um projecto ambicioso para os ralis, José Pedro Fontes não enjeitou a oportunidade de regressar à velocidade em 1999 e com um projecto bem estruturado e ainda melhor organizado, cometeu a proeza de bater uma concorrência de grande nível, sagrando-se – pela terceira vez! – Campeão Nacional de Velocidade.
A carreira e o inequívoco valor de José Pedro Fontes não passaram despercebidos e, em 2000, a Fiat não hesitou em o convidar para o projecto de regresso da marca italiana aos ralis. A resposta à confiança depositada é traduzida pela frieza dos números: apesar de apenas ter participado em metade da época, o piloto sagrou-se Vice-Campeão da categoria, depois de duas vitórias nos ralis do Algarve e Viseu. No início do ano ainda aceitou o convite da Ford para participar como piloto-convidado na prova de abertura no Estoril, arrecadando um excelente segundo lugar!
Apesar dos menores argumentos técnicos de que dispunha relativamente aos adversários directos, José Pedro Fontes honrou e defendeu com rara determinação as cores oficiais da Fiat em 2001 e 2002. Na primeira temporada completa, voltou a conquistar o “título” de Vice-Campeão, com três extraordinários triunfos, no Rali do FCP, Açores e Viseu. Em 2002, a sorte nem sempre o acompanhou em momentos decisivos, mas quando esta não o traiu, os sucessos não tardaram a aparecer, como no Rali Casino da Póvoa e, pelo segundo ano consecutivo, nos Açores.
Com os ralis a passaram por uma fase de transição e de alguma instabilidade, José Pedro Fontes optou pelo regresso à velocidade em 2003 e com que sucesso… Arrebatou o “ceptro” da Vodafone Golden Cup, depois de cinco triunfos incontestados e na Mazda Cup conquistou o “vice”.
Mas a paixão pelos ralis estava bem presente e esse irrepreensível fascínio redundou no regresso às classificativas na época seguinte. Assim, em 2004, José Pedro Fontes foi dos principais animadores do Agrupamento de Produção, somando inúmeras vitórias em classificativas, deixando bem vincado o seu inequívoco valor ao longo do calendário. A sorte nem sempre o acompanhou, mas apesar dessa realidade, não faltou quem apostasse no seu virtuosismo para 2005, ainda que a Fiat tenha levado vantagem… No final de 2004, saliência, ainda, para o extraordinário segundo lugar obtido na prova do Campeonato FIA-GT que teve como palco a pista alemã de Oschersleben.
A época de 2005 foi marcada pela conquista do primeiro título nos ralis e logo no ano de estreia com a equipa oficial da “Renault Vodafone Elf”. O piloto nortenho liderou o campeonato, entre os duas rodas motrizes, da primeira à última prova, cometendo a proeza de ser o único totalista no controlo final das oito provas que constituíram o calendário. Para além dos títulos de pilotos na Categoria S1600 e Turismo, referência ainda para o determinante contributo que teve na conquista do ceptro de marcas, por parte da Renault e para o facto de não ter vencido – à geral! – a penúltima prova da temporada, por escassos 2,3 segundos.
Em 2006, a época infelizmente não correu como a anterior, embora tenha lutado em todos os ralis pela vitória, azares impediram a revalidação do titulo. para a história fica um vice campeonato de ralis S1600 e a vitória nas ultimas três provas do campeonato num sinal claro da competitividade da equipa.
Em 2007 e 2008 dá-se o regresso á Fiat, num projecto ambicioso que passou pela vinda para Portugal de um Fiat Punto S2000.
O Fiat Vodafone Team foi um dos grandes animadores das duas últimas épocas de ralis nacionais, alcançando dois Vice-Campeonatos absolutos, tendo José Pedro Fontes obtido a sua primeira vitória á geral em ralis
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